Ceticismo : Definições

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Ceticismo : Definições

Postby xchanger » 07 Jan 2007 21:33

O ceticismo (ou cepticismo) divide-se em duas correntes:

Ceticismo filosófico - uma postura filosófica em que pessoas escolhem examinar de forma crítica se o conhecimento e percepção que possuem são realmente verdadeiros, e se alguém pode ou não dizer se possui o conhecimento absolutamente verdadeiro;
Ceticismo científico - uma postura científica e prática, em que alguém questiona a veracidade de uma alegação, e procura prová-la ou desaprová-la usando o método científico. Leia aqui sobre o método científico :arrow: http://xchanger.phpbb24.com/viewtopic.php?t=34

Ceticismo filosófico
O Ceticismo filosófico originou-se a partir da filosofia grega. Uma de suas primeiras propostas foi feita por Pirro de Elis (360-275 a.C.), que viajou até a Índia e lá estudou, e propôs a adoção do ceticismo "prático" (vide também Pirronismo).

Subseqüentemente, na "Nova Academia", Arcesilaos (315-241 a.C.) e Carneades (213-129 a.C.) desenvolveram mais perspectivas teóricas, que refutavam concepções absolutas de verdade e mentira. Carneades criticou as visões dos Dogmatistas, especialmente os defensores do Estoicismo, alegando que a certeza absoluta do conhecimento é impossível. Sextus Empiricus (d.C. 200), a maior autoridade do ceticismo grego, desenvolveu ainda mais a corrente, incorporando aspectos do empirismo em sua base para afirmar o conhecimento.

Ceticismo científico
O ceticismo científico tem relação com ceticismo filosófico, mas eles não são identicos. Muitos cientistas e doutores que são céticos quanto às demonstrações paranormais não são adeptos do ceticismo filosófico clássico. Quando críticos de controvérsias científicas ou paranormalidades são ditos céticos, isto se refere apenas à postura cética científica adotada.

O termo cético é usado atualmente para se referir a uma pessoa que tem uma posição crítica em determinada situação, geralmente por empregar princípios do pensamento crítico e métodos científicos (ou seja, ceticismo científico) para verificar a validade de idéias. Os céticos vêem a evidência empírica como importante, já que ela provê provavelmente o melhor modo de se determinar a validade de uma idéia.

Apesar de o ceticismo envolver o uso do método científico e do pensamento crítico, isto não necessariamente significa que os céticos usem estas ferramentas constantemente ou simplesmente achem que existe evidência de sua crença.

Os céticos são freqüentemente confundidos com, ou até mesmo apontados como, cínicos [1]. Porém, o criticismo cético válido (em oposição a arbitrárias ou subjetivas dúvidas sobre uma idéia) origina-se de um objetivo e metodológico exame que geralmente é consenso entre os céticos. Note também que o cinismo é geralmente tido como um ponto de vista que mantém uma atitude negativa desnecessária acerca dos motivos humanos e da sinceridade. Apesar de as duas posições não serem exclusivas mutuamente e céticos também poderem ser cínicos, cada um deles representa uma afirmação fundamentalmente diferente sobre a natureza do mundo.

Os céticos científicos constantemente recebem também, acusações de terem a "mente fechada" [2] ou de inibirem o progresso científico devido a suas exigências de evidências materiais. Contudo, tais críticas são, em sua maioria, provenientes de adeptos de disciplinas denominadas pseudociência, paranormalidade e espiritualismo [3] [4] [5] [6], cujas visões não são adotadas ou suportadas pela ciência convencional. Segundo Carl Sagan, cético e astrônomo, "você deve manter sua mente aberta, mas não tão aberta que o cérebro caia".

Um debunker é um cético que combate idéias falsas e não-científicas. Alguns dos mais famosos são: James Randi, Basava Premanand, Penn e Teller e Harry Houdini. Muitos debunkers se tornam controversos, porque eles costumam exprimir opiniões contundentes e tendem a comentar sobre assuntos que possuem o potencial de ofender valores pessoais, como religião e crenças em geral

Críticos dos debunkers dizem que suas conclusões estão cheias de interesse próprio e que são cruzados e crentes com uma necessidade de certeza e estabilidade. Entretanto, chamados por eles a comprovar cientificamente suas teorias e alegações, a grande maioria dos críticos os evita.

Ceticismo como inércia
A ciência moderna é construída sob um tênue limiar entre o ceticismo e a credulidade. Por um lado, a ciência deve estar sempre aberta a novas idéias (por mais estranhas que pareçam), mas que posteriormente devem ser comprovadas, de modo a assegurar a veracidade de seus resultados. Sempre que uma nova hipótese é formulada ou uma nova alegação é realizada, toda a comunidade científica se mobiliza de modo a comprovar sua viabilidade teórica e prática. Como em qualquer outro plano, quanto mais incomuns forem as novas idéias e invenções, mais resistência tendem a enfrentar durante seu escrutínio por meio do método científico. Uma conseqüência disso é que vários cientistas através da história, ao apresentarem suas idéias, foram inicialmente recebidos com alegações de fraude por colegas que não desejavam ou não eram capazes de aceitar algo que requereria uma mudança em seus pontos de vista estabelecidos. Por exemplo, Michael Faraday foi chamado de charlatão por seus contemporâneos quando disse que podia gerar uma corrente elétrica simplesmente movendo um ímã por uma bobina de fio.

Em Janeiro de 1905, mais de um ano após Wilbur e Orville Wright terem feito o seu histórico primeiro vôo em Kitty Hawk (em 17 de Dezembro de 1903), a revista Scientific American publicou um artigo ridicularizando o vôo que dos Wright. Com assombrosa autoridade, a revista citou como principal razão para questionar os Wright o fato de a imprensa americana ter falhado em cobrir o vôo. Outros a se juntarem ao movimento cético foram o New York Herald, o Exército Americano e inúmeros cientistas americanos. Somente quando o presidente Theodore Roosevelt ordenou tentativas públicas no Forte Mayers, em 1908, os irmãos Wright comprovaram suas afirmações e compeliram até os céticos mais zelosos a aceitarem a realidade das máquinas voadoras mais pesadas que o ar. Na verdade, os irmãos Wright foram bem sucedidos em demonstrações públicas do vôo de sua máquina cinco anos antes do vôo histórico.

A maioria das invenções revolucionárias modernas, como o microscópio scanning tunneling, que foi inventado em 1981, ainda encontram intenso ceticismo e até mesmo ridículo quando são anunciados pela primeira vez. Como físico, Max Planck observou em seu livro "The Philosophy of Physics" [A Filosofia da Física], de 1936: "uma importante inovação científica raramente faz seu caminho vencendo gradualmente e convertendo seus oponentes: raramente acontece que 'Saul' se torne 'Paul'. O que realmente acontece é que os seus oponentes morrem gradualmente e a geração que cresce está familiarizada com a idéia desde o início".

O ceticismo pode, portanto, tornar-se vicioso e sua prática deve ser balanceada. É importante que o cético mantenha-se neutro, tenha consciência de sua posição e evite um ceticismo descontrolado que possa vir a assemelhar-se com algum tipo de "crença". Por exemplo, membros da Sociedade da Terra Plana acreditam que o planeta Terra não é esférico, e sim plano com cinco lados, e membros da The Man Will Never Fly Memorial Society (Sociedade Memorial os Homens Nunca Voarão) não acreditam em máquinas voadoras.
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Postby Ligo » 21 Feb 2007 09:14

O cetico é util para contrabalançear mas tem uns que são doentes, não acreditam nem que existam e outros são neuroticos e acreditam em cada neurose. Mas o ceticismo equlibrado é util e necessario, eu sou um deles.
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Postby Dreamer » 21 Feb 2007 17:49

Ligo wrote:O cetico é util para contrabalançear mas tem uns que são doentes, não acreditam nem que existam e outros são neuroticos e acreditam em cada neurose. Mas o ceticismo equlibrado é util e necessario, eu sou um deles.


O ceticismo se torna necessario pela nossa ignorancia. A fe cega e o questionamento absoluto e infinito sao extremos que devemos evitar, sem duvidas. Equilibrio eh um principio muito importante para nao ser visto. E olha que esta presente na propria Natureza.
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Postby Christina » 01 Mar 2007 20:29

O equilibrio é necessario em todas as areas do conhecimento humano. Não podemos acreditar em tudo que aparece mas tambem não podemos desacreditar em tudo de uma forma neurotica.
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Postby Dreamer » 12 Mar 2007 21:44

Christina wrote:O equilibrio é necessario em todas as areas do conhecimento humano. Não podemos acreditar em tudo que aparece mas tambem não podemos desacreditar em tudo de uma forma neurotica.


Exatamente, Christina.
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Postby Christina » 18 Oct 2008 09:06

Dreamer wrote:
Christina wrote:O equilibrio é necessario em todas as areas do conhecimento humano. Não podemos acreditar em tudo que aparece mas tambem não podemos desacreditar em tudo de uma forma neurotica.


Exatamente, Christina.


Finalmente alguem concordou comigo :mrgreen:
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